
A maioria das pessoas sabe que o sol pode causar queimaduras e até câncer de pele em humanos, mas poucos imaginam que os pets também sofrem com os mesmos riscos. Embora o pelo ofereça alguma proteção, ele não é uma barreira absoluta. Em dias quentes, os cães e os gatos ficam vulneráveis à radiação UV, especialmente quando possuem áreas claras, falhas de pelagem ou hábitos de tomar sol com frequência.
No Brasil, onde a intensidade solar é alta praticamente o ano todo, os casos de queimaduras e lesões por exposição aumentam justamente porque muitos tutores não percebem o problema. Gatos que passam boa parte do dia deitados na janela e cães que gostam de ficar no quintal ou acompanhar a família em passeios ao ar livre são os primeiros a sentir os efeitos. A pele do focinho, a ponta das orelhas, a barriga e até regiões internas da coxa são extremamente sensíveis e queimam com rapidez.
Por que a proteção solar é tão importante

A radiação UVA e UVB causa danos cumulativos. Mesmo que não apareça vermelhidão no momento, o efeito se soma ao longo dos meses. Com o tempo, áreas sensíveis começam a descascar, apresentar feridas recorrentes e manchas irregulares. Em pets de pelagem clara, o risco é ainda maior, porque a pele costuma ser mais fina e rosada. Em casos mais sérios, surgem lesões que exigem tratamento veterinário e que podem evoluir para tumores de pele.
Mesmo dias nublados oferecem perigo. Cerca de 80% dos raios UV atravessam as nuvens e atingem diretamente a pele. Ou seja, o fato de o sol não parecer tão forte não significa que está seguro.
Quando o filtro solar é realmente necessário

O uso de filtro solar em pets não é exagero e também não é algo restrito a casos extremos. Ele se torna essencial sempre que o animal passa tempo ao ar livre, principalmente entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa. Também é indispensável para cães e gatos de pelagem branca, para animais com falhas de pelo por alergias ou dermatites e para qualquer pet que tenha o hábito de se expor ao sol com frequência.
Outro ponto importante é a rotina de janelas. Muitos tutores acreditam que o vidro bloqueia o sol, mas isso não é totalmente verdade. A luz atravessa facilmente e incide diretamente nas orelhas e no focinho dos gatos que dormem próximos à janela.
Como aplicar o filtro solar de forma segura
A aplicação deve ser simples, mas feita com cuidado. Primeiro, escolha sempre um produto desenvolvido especificamente para pets. Protetores solares humanos podem conter substâncias tóxicas, como o zinco, que é perigoso se ingerido. Depois, espalhe o produto nas áreas com pouca proteção natural: focinho, ponta das orelhas, barriga, virilha e regiões que tenham perdido pelos recentemente.
É importante garantir que o pet não lamba o produto logo após a aplicação. Espere alguns minutos antes de liberá-lo para brincar, caminhar ou deitar no chão. Em dias muito quentes, o filtro precisa ser reaplicado ao longo do dia, porque o suor, a água e o atrito reduzem o efeito.
Hábitos que reforçam a proteção
Embora o filtro solar seja um aliado importante, ele funciona ainda melhor quando combinado a hábitos simples. Passeios mais cedo ou no fim da tarde diminuem a exposição. Manter sombra e água fresca disponíveis evita superaquecimento. Em pets de pele muito sensível, roupas com proteção UV podem ajudar bastante. Além disso, evitar superfícies muito quentes reduz o risco paralelo de queimaduras nas patas, que são bastante comuns no verão.
Erros comuns que prejudicam a proteção
Alguns erros são recorrentes e costumam comprometer o cuidado. Um deles é usar protetor solar humano achando que não há problema. Outro é aplicar apenas antes do passeio e esquecer de reaplicar depois. Há também quem acredite que dias nublados são completamente seguros, o que não é verdade. Outro hábito perigoso é deixar o pet confiar apenas na sombra. Mesmo na sombra, a radiação refletida no solo pode atingir a pele.
Produtos que auxiliam a proteção
Uso de botas protetoras
As botas são a solução mais prática para proteger as patas. Elas criam uma barreira física que impede o contato direto com o asfalto. Ao escolher um modelo, considere:
- Material respirável e antiderrapante.
- Fecho ajustável para evitar que o pet as arranque.
- Espessura adequada para absorver o calor.
Além disso, treine o pet gradualmente para que ele se acostume a usar as botas, recompensando com petiscos e elogios.
Bálsamos e ceras protetoras
Produtos como bálsamos e ceras criam uma camada de proteção natural nas almofadinhas. Eles são especialmente úteis para animais que não toleram botas. A aplicação deve ser feita duas vezes ao dia, antes e depois do passeio, garantindo que a camada esteja uniforme.
Alternativas de passeio
Quando as temperaturas são extremas, considere opções como:
- Passeios em áreas verdes: parques com terra ou grama são mais seguros.
- Atividades internas: brinquedos interativos, tapetes de estímulo e sessões de adestramento.
- Uso de carrinhos ou mochilas: para cães pequenos, evitar o contato direto com o solo.
Essas alternativas mantêm o pet ativo e feliz sem expor as patas ao calor excessivo.
Recomendados:
![]() |
Sapato Para Cachorro Botinha Antiderrapante Impermeável XgSapatinhos foram especialmente desenvolvidos para garantir o bem-estar do seu pet em seus passeios 2490_c88f59-f9> | 2490_084270-0e> |
![]() |
Bálsamo De Proteção Para Patas De Cachorro Hidrata NarizesBálsamo para pele, nariz e patas de cânhamo da HOWND com proteção solar 2490_45c080-8e> | 2490_41beb5-3d> |
Todos os produtos acima foram selecionados por sua eficácia e avaliações positivas de usuários. Ao adquirir, verifique a disponibilidade e as políticas de entrega de cada plataforma.
Conclusão
A proteção solar faz parte dos cuidados essenciais com cães e gatos, principalmente no calor intenso que enfrentamos no Brasil. Uma rotina simples de filtro solar, horários mais seguros e um ambiente bem preparado garante conforto e segurança ao pet. O sol pode ser agradável e relaxante, mas só quando há proteção adequada.
FAQ – Perguntas Frequentes
Use o teste da mão ou um termômetro infravermelho. Se a temperatura estiver acima de 45 °C ou se a sua mão sentir desconforto ao tocar o asfalto por 5 segundos, o piso está quente demais.
Aplicar água morna por 5 a 10 minutos é suficiente para reduzir a temperatura da pele sem causar choque térmico.
Sim, porém é importante escolher o tamanho correto e um modelo com ajuste flexível. Raças pequenas podem precisar de botas mais leves, enquanto cães de porte grande se beneficiam de solas mais espessas.
Não é recomendado, pois a formulação pode conter ingredientes tóxicos para animais. Opte sempre por produtos específicos para pets, como os bálsamos citados neste artigo.
Aplicar duas vezes ao dia, antes e depois do passeio garante uma camada contínua de proteção.
Os mesmos princípios valem para felinos: resfriar a área com água morna, aplicar um bálsamo indicado para gatos e buscar orientação veterinária caso haja sinais de infecção.
Sim, as ceras e bálsamos protetores são ótimas opções. Eles criam uma película que reduz a transferência de calor e evitam o atrito direto com o asfalto.
Geralmente, de 10 a 14 dias**, dependendo da gravidade e dos cuidados adotados.
Não. Mesmo com ar‑condicionado, a temperatura interna pode subir rapidamente quando o carro está estacionado ao sol, representando risco para as patas e para a saúde geral do animal.
Links Úteis
Checklist de gastos reais para ter um pet no Brasil – útil para quem quer comprar produtos de proteção.
Check-up Veterinário Anual: O Que Esperar e Por Que Não Adiar – mais detalhes sobre cuidados veterinários



